Xadrez » Apresentação

APRESENTAÇÃO

De todas as batalhas incruentas que o homem pode travar, uma das que exigem mais inteligência é sem dúvida a que se desenvolve sobre um tabuleiro de xadrez. Os dois exércitos entram no campo de batalha com os mesmos efetivos e objetivos: capturar o rei inimigo. O resultado dependerá da paciência, astúcia e técnica de cada um dos jogadores.

O xadrez é um jogo de mesa para dois competidores praticado sobre um tabuleiro quadrado dividido em 64 casas alternadamente brancas e pretas. Cada um dos jogadores dispõe de 16 peças (brancas ou pretas), de diferentes formas e que se movem segundo determinadas regras. O objetivo do jogo é obter a rendição do rei inimigo, o que se consegue quando, convenientemente encurralado, ele não tem como defender-se ou fugir.

História. Existem muitas versões sobre a origem do xadrez, mas sabe-se com certeza que é de procedência indiana e se propagou entre os árabes, no século VII, por intermédio da Pérsia. Na Idade Média, os árabes transmitiram-no aos europeus, em particular aos italianos e espanhóis. Durante o Renascimento, o xadrez alcançou grande difusão por toda a Europa. No fim do século XVI começaram os primeiros campeonatos de xadrez, nos quais se destacaram figuras brilhantes como o espanhol Ruy López de Segura, e, já no século seguinte, o italiano Gioacchino Greco. No século XVIII, o francês François-André Philidor, imbatível na época, criou um método para estudar os movimentos do xadrez e modificou a técnica do jogo.

Ao longo do século XIX, destacaram-se o alemão Adolf Anderssen, o austríaco Wilhelm Steinitz e o americano Paul Morphy, e já no século XX, surgiram outros nomes notáveis, como o cubano José Raúl Capablanca, o americano Robert (Bobby) Fischer, o russo naturalizado francês Alexander Alekhine e os soviéticos Mikhail Botvinnik, Mikhail Tahl, Boris Spasski, Anatoli Karpov, Viktor Korchnoi e Garry Kasparov. O xadrez é um dos jogos com maior número de aficionados, que acompanham os campeonatos mundiais organizados desde 1948 pela Federação Internacional de Xadrez.

Disposição e movimentação das peças. No início da partida, cada jogador tem as seguintes peças: duas torres, dois cavalos, dois bispos, um rei, uma rainha ou dama e oito peões. Para a correta colocação das peças, deve-se dispor o tabuleiro de tal forma que a casa do canto direito de cada jogador seja branca. Uma série de oito casas verticais se chama coluna, e uma série horizontal, fila. As peças são colocadas na seguinte ordem: na primeira fila e nas casas extremas, as torres; ao lado de cada uma delas os cavalos; em seguida, os bispos. Por último, nas casas centrais, coloca-se o rei e a rainha, sendo que a rainha preta deve ficar sempre na casa preta, e a branca, na casa branca. Na segunda fila, distribuem-se os oito peões, cada um dos quais recebe o nome da peça que o antecede: peão do rei, peão da rainha, peão do bispo da rainha etc.

Embora a peça de maior valor no tabuleiro seja o rei, pois sua rendição significa a perda definitiva da partida, é ela a de menor mobilidade, já que, em cada jogada que realiza alternadamente, o jogador só pode andar com o rei uma casa na horizontal, na vertical ou na diagonal. A rainha é a peça que tem mais liberdade de movimentos, pois pode avançar ou retroceder em todas as direções sobre quantas casas se desejar.

Os bispos e as torres também avançam qualquer número de casas e nos dois sentidos, mas somente podem fazê-lo em diagonal, os primeiros, e sobre as colunas ou filas, as torres. A única peça do tabuleiro que, com seu característico movimento em ângulo reto (duas casas na horizontal e uma na vertical, ou duas na vertical e uma na horizontal), pode saltar sobre as outras peças em seu deslocamento é o cavalo. Finalmente, os peões só podem avançar uma casa de cada vez, exceto nas jogadas de abertura de partida, em que podem andar duas casas, sempre em linha reta.

Quando um peão atinge uma casa da última fila do campo adversário, deve obrigatória e imediatamente transformar-se numa figura de seu campo, exceto o rei. Não é necessário que seja uma peça já retirada do tabuleiro. Quase sempre escolhe-se a rainha. Chama-se essa troca do peão por outra peça de valor superior 'coroação' do peão.

O roque é um lance que se executa ao mesmo tempo com o rei e com uma torre, e consiste em avançar o rei duas casas na direção da torre escolhida e colocar a torre ao lado do rei, pulando por cima dele. Quando é feito com a torre da ala da rainha, chama-se grande roque, ou roque maior. Quando é executado com a torre da ala do rei é o pequeno roque, ou roque menor.

A finalidade do lance é colocar o rei numa posição abrigada e defensiva, e trazer a torre para uma posição mais ativa baseada numa coluna central. O roque só pode ser utilizado uma vez em cada partida, por cada jogador. É proibido realizar roque quando o rei e a torre já realizaram antes algum movimento, mesmo que tenham regressado às posições iniciais. As casas compreendidas entre o rei e a torre devem estar vazias e não ameaçadas, e o rei não pode estar em xeque no momento do roque.

Captura. A tomada ou captura é o ato que consiste em tirar de jogo, colocando fora do tabuleiro, uma peça adversária e pôr em seu lugar a peça que a atacava. A captura é facultativa. Todas as peças podem capturar, e todas podem ser capturadas, exceto o rei. Todas as peças capturam as peças adversárias que se encontrem em casas que elas possam ocupar de acordo com a regra de seu movimento, exceto o peão, cuja captura se realiza em diagonal. Quando o rei é ameaçado por uma peça adversária, diz-se que está em xeque. Se não há forma de tirá-lo dessa situação, movendo-o para outra casa ou antepondo-lhe outra peça, diz-se que está em xeque-mate, termo tomado do persa shah mat (rei morto), que determina o fim da partida.

Uma vez iniciada a partida, com a saída dos peões, ou dos cavalos -- os únicos da retaguarda que podem saltar -- o objetivo dos jogadores é movimentar as peças de tal forma que elas, convenientemente protegidas dos possíveis ataques adversários, obtenham o domínio tático e posicional. Consegue-se dessa forma enfraquecer o exército adversário mediante sucessivas capturas de peças e progressivo bloqueio da capacidade de manobra do adversário para, finalmente, pôr o rei em xeque-mate ou obter sua rendição antecipada. Quando os dois jogadores ficam em situação de alcançar esse objetivo, a partida termina empatada.

Xadrez no Brasil. O xadrez existe no Brasil desde 1808. D. João VI trouxe, nessa época, um exemplar do primeiro trabalho impresso sobre o jogo, de autoria de Lucena. Data de 1880 a realização do primeiro torneio oficial. Nacionalmente, o jogo é regulamentado pela Confederação Brasileira de Xadrez, que congrega as federações dos clubes estaduais. O primeiro brasileiro a conquistar verdadeiro renome mundial no xadrez foi Henrique Costa Mecking, conhecido como Mequinho, campeão brasileiro de 1967 e de 1974 a 1979. (de: Nilo Feliciano)

O criador do volley ball, Willian Morgan, conhecido pelo apelido de 'armário', devido ao seu porte físico, morreu em 27 de dezembro de 1942, aos 72 anos de idade. (fonte: CBV)

O XADREZ EM RIO DO SUL

Em Rio do Sul nosso Clube de Xadrez foi fundado em 21 de setembro de 1947, considerado de utilidade pública Municipal e Estadual. Dr. Arvino Walter Gaertner e Arnoldo Peiter foram alguns dos fundadores e também conseguiram com apoio da Industria e Comércio da cidade construir a sede em 1964, que até hoje funciona na rua Dr. Neumann 39.

Antigamente era um Clube restrito aos sócios e integrado por um grupo de pessoas mais idosas, fazendo parte jogadores como Oscar Rikli , Werner Weiss, Roland Rikli entre outros

A Fundação Municipal de Desportos e o Clube de Xadrez realizam um trabalho social que tem dado excelentes resultados. Prova disso, é a participação das equipes em competições da FESPORTE, estadual, nacional e internacional, tendo acumulado vários títulos individuais e por equipe. Diego Citadino, Álvaro Alexandre Poffo, Fábio Storrer, Rafael Feliciano, Rodolfo Gondin Lóssio, Daniele Ribeiro, Thiago Maurício Nascimento e Laís Ledra são os atletas de pontas da FMD/Clube de Xadrez, porém, à principal delas é Vanessa Feliciano que, apesar da sua juventude, tem 30 conquistas estaduais, nacionais e internacionais.

A atleta participou de quatro mundiais representando o Brasil e esteve em seis pan-americanos na sua categoria. A enxadrista é recordista estadual em títulos na sua categoria e venceu uma vez a categoria absoluto (masculino e feminino) Sub-18.

NÓS ENSINAMOS

Xadrez é ciência. Procute o Clube de Xadrez na Rua Dr. Neumann, no. 39, centro de Rio do Sul ou a Fundação Municipal de Desportos.

ÁREA TÉCNICA:


CALENDÁRIO DE EVENTOS 2010

Faça download


OUTROS LINKS:

Fundação Municipal de Desportos de Rio do Sul. Todos os direitos reservados. © 2010 Desenvolvido por: Área Local